Sobe para 37 nº de possíveis vítimas de cardiologista preso por suspeita de crimes sexuais no RS
09/04/2026
(Foto: Reprodução) Sobe para 37 nº de possíveis vítimas de cardiologista preso no RS
Subiu para 37 o número de possíveis vítimas do cardiologista Daniel Pereira Kollet, preso preventivamente em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre, informou a Polícia Civil nesta quinta-feira (9). Todas são mulheres que registraram ocorrência e já prestaram depoimento.
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Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, são pacientes e funcionárias que trabalharam com o médico de 55 anos. São apurados os possíveis crimes de importunação sexual, violação sexual mediante fraude, estupro e estupro de vulnerável.
Na quarta-feira (8), agentes fizeram buscas em endereços ligados a Kollet. Foram apreendidos pendrives, telefones e computadores. O próximo passo será analisar o conteúdo do material recolhido.
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Está previsto para as próximas horas o depoimento da esposa do cardiologista, na condição de testemunha. Ela trabalhou no consultório onde os crimes teriam ocorrido.
O g1 entrou em contato com a defesa de Daniel Pereira Kollet, mas não teve retorno até a mais recente atualização desta reportagem. Em manifestação anterior, o advogado Ademir Campana informou que "seu cliente não reconhece as imputações que lhe são atribuídas". Leia abaixo
Denúncias anônimas pode ser feitas no telefone (51) 98443-3481.
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O que diz a defesa
"O escritório CAMPANA ADVOGADOS informa que, na tarde de ontem (quarta-feira, 1º), a Justiça autorizou o acesso aos autos do processo, até então sob sigilo, que originaram o mandado de prisão de seu cliente.
Embora tenham sido divulgadas pela autoridade policial, em inúmeras entrevistas, informações acerca de um número expressivo de supostas vítimas, observa-se que, no processo que fundamentou a decretação da prisão de seu cliente, foram anexados aos autos, pela autoridade policial, apenas três casos, sendo um deles relativo a fato ocorrido no ano de 2024, o qual já se encontrava sob conhecimento da autoridade policial há mais de dois anos, sem que tenha sido realizada a oitiva do investigado para esclarecimentos.
Ressalta-se que, até o presente momento, nem a defesa, tampouco o próprio cliente, tiveram ciência integral de todas as supostas vítimas que vêm sendo publicamente mencionadas pela autoridade policial.
Diante disso, a defesa já adotou as medidas cabíveis, requerendo às autoridades competentes o acesso integral ao inquérito policial, bem como a identificação de todos os fatos e pessoas eventualmente envolvidos, a fim de possibilitar o pleno exercício do direito de defesa.
Por fim, a defesa destaca que seu cliente não reconhece as imputações que lhe são atribuídas, aguardando o acesso integral aos autos e a todos os supostos fatos para o devido esclarecimento."
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Divulgação/Polícia Civil
O que diz o Cremers
"O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) tomou conhecimento dos fatos, e medidas administrativas já foram tomadas para investigação do caso. A situação é grave e deve ser apurada com rigor. Se comprovada a denúncia, todas as ações necessárias serão tomadas para punir os responsáveis."
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